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Os 10 países e cidades mais acolhedores para expatriados em 2026: Islândia, Luxemburgo, Zurique

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Os 10 países e cidades mais acolhedores para expatriados em 2026: Islândia, Luxemburgo, Zurique

A Islândia e o Luxemburgo lideram um novo ranking dos países mais acolhedores do mundo para expatriados em 2026, enquanto Zurique surge como a cidade mais amigável para se mudar. Saiba que outros países e cidades entraram no top 10 e como foram classificados

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Para onde se mudar para não se sentir um estranho em poucos meses? Esta é a questão que preocupa milhões de pessoas todos os anos quando decidem iniciar uma vida no estrangeiro.


A seguradora William Russell, especializada em seguros para expatriados e trabalhadores remotos, acaba de divulgar o seu mais recente ranking dos países mais acolhedores para expatriados em 2026 – e o primeiro lugar foi bastante inesperado. Em vez de grandes economias, os países compactos e bem organizados lideram a lista, onde é mais fácil encontrar emprego, obter um seguro de saúde e sentir-se parte da sociedade, em vez de um visitante temporário.


Abaixo, falar-lhe-emos dos países e cidades mais acolhedores para expatriados em 2026.


As instruções passo a passo sobre como solicitar uma autorização de residência ou cidadania no país escolhido podem ser encontradas no Guia de Imigração da Visit World.




O que torna exatamente um país acolhedor?


Os autores do estudo depararam-se com um problema evidente: a hospitalidade é subjetiva e não pode ser medida por um único número. Assim, a equipa considerou seis critérios em simultâneo – experiências reais de expatriados, a proporção de migrantes na população, a taxa de emprego de estrangeiros, a atitude dos residentes locais em relação aos visitantes, a segurança e a transparência do regime de vistos – e combinou-os numa pontuação geral com base em dados do InterNations Expat Insider, da OCDE, do Banco Mundial, do Índice Global da Paz e da Henley Global.


William Russell, diretor, e William Cooper, coproprietário, formularam a ideia principal do estudo de forma simples: a verdadeira hospitalidade começa não no momento em que se obtém o visto, mas seis a doze meses após a mudança, quando se torna claro se se conseguiu encontrar um emprego, um médico e pelo menos algumas pessoas com quem se possa tomar um café ao sábado. Segundo o próprio, um dos erros mais comuns que os expatriados cometem é pensar que a popularidade de um destino significa automaticamente uma fácil adaptação.




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Os 10 países mais acolhedores para se mudar em 2026


O primeiro lugar no mundo e na Europa simultaneamente foi conquistado pela Islândia – 8,94 pontos em 10. A taxa de emprego dos cidadãos estrangeiros atinge os 84,2%, além de procedimentos administrativos transparentes e um elevado nível de confiança social entre as pessoas. Curiosamente, a proporção de migrantes na Islândia é relativamente pequena (cerca de 25%) – inferior à do Luxemburgo ou da Áustria – mas aqueles que se mudam para lá, aparentemente, integram-se de forma mais eficaz.


O Luxemburgo, em segundo lugar, demonstra o modelo de sucesso oposto: mais de metade dos seus residentes vieram do estrangeiro, pelo que os serviços bancários, o arrendamento de imóveis e até a comunicação quotidiana já estão orientados para os estrangeiros, e os locais de trabalho são frequentemente multilingues. O top 10 é o seguinte:


- Islândia – 8,94

- Luxemburgo – 8,69

- Nova Zelândia – 8,57

- Austrália – 8,54

- Suíça – 8,36

- Irlanda – 7,89

- Colômbia – 7,71

- República Checa – 7,62

- Portugal – 7,47

- Áustria – 7,40


O terceiro lugar da Nova Zelândia baseia-se noutro indicador: mais de quatro quintos dos imigrantes estão empregados no país, um dos melhores resultados de todo o estudo. O principal ponto de entrada para a maioria dos recém-chegados é Auckland: a cidade possui a infraestrutura mais desenvolvida para expatriados no país, embora ocupe uma posição relativamente modesta no ranking global das cidades mais felizes – pouco menos de cento e um quarto das posições possíveis.


Já falámos dos países da Europa onde é mais fácil obter um visto de trabalho e iniciar uma carreira no estrangeiro.


Mas a Colômbia é a exceção mais interessante de toda a lista. O país ficou em sétimo lugar, com apenas cerca de 6% da população composta por migrantes – ou seja, sem uma grande diáspora estabelecida ou redes de apoio desenvolvidas. Isto demonstra que uma experiência de imigração positiva nem sempre depende da quantidade de estrangeiros que já vivem no país: por vezes, basta um regime de vistos simplificado e uma atitude amigável no dia-a-dia.


O estudo apresenta ainda um exemplo oposto, mostrando como a facilidade de entrada não garante nada. A Turquia e a Coreia do Sul têm algumas das pontuações mais elevadas do mundo em termos de abertura do regime de vistos, mas no ranking geral estão mais perto do fim da lista – imigrar para estes países é fácil, mas encontrar emprego ou sentir-se socialmente reconhecido é muito mais difícil.


Leia aqui qual o país que se tornou o mais seguro de acordo com o Índice Global da Paz.


As cidades mais acolhedoras para os estrangeiros em 2026


Para o ranking das cidades, a William Russell já tinha recorrido a outras fontes – o Índice de Cidades Felizes e o Numbeo, que avaliam a felicidade dos residentes, a segurança e o nível de atrito social.


Zurique ficou em primeiro lugar com uma pontuação de segurança de 76,7 e um índice de tensão social surpreendentemente baixo. Mas o segundo lugar foi dividido entre duas cidades, e uma delas vai surpreendê-lo: Tóquio. Isto parece paradoxal, porque o próprio Japão ficou quase no fim da lista no ranking geral dos países – devido a uma pequena parcela de imigrantes e a uma integração nacional mais fraca. Mas Tóquio, segundo os investigadores, oferece uma experiência completamente diferente a nível local: uma pontuação de segurança elevada e menos atrito social do que a média nacional.


- Zurique – 9,06

- Singapura – 8,97

- Tóquio – 8,97

- Copenhaga – 8,72

- Munique – 8,63

- Praga – 7,86

- Dubai – 7,61

- Varsóvia – 7,52

- Seul – 7,44

- Hong Kong – 7,26


Também é revelador o que não está no topo: nem Londres, nem Paris, nem Nova Iorque – todas as três cidades ficaram na parte inferior do ranking, com um nível de atrito social significativamente superior à média e indicadores de segurança mais fracos. Os autores do estudo explicam isto pelo efeito de escala – nas megacidades densas, é mais difícil para as pessoas construírem um círculo permanente de comunicação, é mais fácil perderem-se no anonimato e têm de esperar mais tempo pelos serviços básicos. As cidades mais pequenas, pelo contrário, destacam-se frequentemente na hospitalidade, apesar da sua reputação menos famosa.


As cidades mais felizes do mundo em 2026, segundo a Time Out, estão aqui.


Dicas práticas para quem planeia mudar-se em 2026


O ranking mostra bem por onde começar, mas a mudança em si envolve dezenas de passos práticos. Veja o que deve ter em conta com antecedência:


- Contrate um seguro de saúde antes de partir, para que a apólice seja válida desde o primeiro dia e cumpra os requisitos do visto ou da autorização de residência escolhida.

- Reserve uma reserva financeira para 3 a 6 meses, principalmente se o emprego no novo local ainda não estiver confirmado.

- Informe-se previamente se as suas qualificações são reconhecidas no novo país e o quão aberto é o mercado de trabalho local para os estrangeiros.

- Se se vai mudar com filhos, pesquise previamente as escolas locais: internacionais ou públicas, os requisitos de admissão, as filas de espera e as propinas variam bastante de país para país.

- Verifique a disponibilidade e o custo das creches e dos serviços de babysitting, caso ambos os pais pretendam trabalhar.

- Informe-se sobre a proteção oferecida em caso de perda de rendimentos ou de poupanças durante o período de transição. 

- Perceba antecipadamente como funcionam os procedimentos locais básicos – como o registo no sistema de saúde e a abertura de uma conta bancária – para não perder tempo com isso logo após a chegada.


Pode saber mais sobre os países mais baratos para os expatriados viverem em 2026 clicando no link.


Porque é que houve mais mudanças de residência em 2026?


2026 parece ser um ano de intensa movimentação de pessoas.


De acordo com as estimativas da LiveCareer UK, só no último ano, cerca de 165 mil profissionais britânicos mudaram-se para o estrangeiro para trabalhar remotamente – sobretudo devido à crise do custo de vida no Reino Unido.


Os americanos estão a seguir a mesma tendência: aproximadamente 180 mil cidadãos norte-americanos abandonaram o país e estabeleceram-se no estrangeiro em 2025, o que afetou inclusive o balanço migratório geral do país.


Neste contexto, o ranking de William Russell não é visto como uma curiosidade abstrata, mas como um guia prático para quem já está a pensar em mudar – onde procurar primeiro e onde é melhor preparar-se com antecedência para uma adaptação mais longa e difícil. A julgar pelo ranking de William Russell, os países mais acolhedores nem sempre são aqueles onde é mais fácil mudar, mas sim aqueles onde consegue realmente organizar a sua vida: encontrar um emprego, alugar uma casa e obter um plano de saúde sem stress desnecessário. É nesta fase – após a chegada, e não antes – que a maioria dos expatriados encontra maiores dificuldades.


No artigo anterior, falámos sobre o custo de vida nos melhores países da UE em 2026.


O Guia de Imigração da Visit World preenche esta lacuna: descreve o procedimento para obter uma autorização de residência temporária ou permanente e, no futuro, a cidadania, num formato de instruções passo a passo para cada país específico. Receberá não só uma lista de documentos, mas também dicas práticas para os primeiros meses num novo local, informações sobre a autoridade que emite as autorizações e os prazos de análise do pedido. Independentemente de escolher a Islândia, o Luxemburgo ou qualquer outro país da lista, o guia irá ajudá-lo a preparar-se para a mudança de forma sistemática, e não no último minuto.

Encomende o seu Guia de Imigração da Visit World e receba um manual completo em formato PDF por correio.




Lembrete! Os novos indicadores económicos mostram quais os países que conseguiram aumentar o PIB e quais perderam posições devido à inflação e à desaceleração do crescimento. Ranking dos países mais ricos do mundo em 2026 - no link.


Foto – gerada por Gemini




Produtos da Visit World para uma viagem confortável:


Guia de viagem para 200 países;

Aconselhamento jurídico de um especialista local sobre questões de vistos e migração;

Seguro de viagem em todo o mundo (seleccione o país de interesse e a cidadania para receber os serviços);

Seguro médico em todo o mundo.



Controlamos a exatidão e a pertinência das nossas informações. Por conseguinte, se detetar quaisquer erros ou discrepâncias, contacte a nossa linha direta.

Perguntas

mais frequentes

Uma classificação elevada em termos de hotelaria significa que é fácil obter um visto para esse país?

Não necessariamente. A classificação reflete não só a abertura da política de vistos de um país, mas também a facilidade com que os recém-chegados se podem estabelecer após a chegada. A Suíça, por exemplo, tem uma classificação elevada na abertura de vistos, mas obter uma autorização de residência lá pode ainda envolver um processo bastante burocrático. É por isso que é importante verificar os requisitos específicos de imigração do país escolhido, em vez de confiar apenas na sua classificação geral.

Que documentos são normalmente necessários para solicitar uma autorização de residência nos países europeus de acolhimento?

Porque é que as grandes cidades como Londres ou Paris não estão entre os destinos mais acolhedores?

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